sábado, 30 de julho de 2011

Deusa Bastet


Gato de coração

Séries: Educação Infantil
Tempo estimado: 45 minutos.
Material: Modelo impresso, cola, tesoura sem ponta e lápis de cor.
Áreas relacionadas: Natureza e Sociedade / Música


Atividade: Ensine a cantiga abaixo para as crianças, explicando a importância                de cuidar bem dos animais.


               Imprima um modelo para cada criança.
               Ofereça tesoura e cola para ela mesma recortar e montar seu gatinho.
               Deixe-a livre para colorir como quiser.


"Não atire o pau no gato-to
Porque isso-sso
Não se faz faz
Ô gatinho-nho
É nosso amigo-go
Não devemos maltratar
Os Animais Jamais
Jamais!"


Atividade sugerida por Sandra Trindade.
          Você que é professor poderá receber gratuitamente sugestões como esta de atividades em educação humanitária, basta se registrar no seguinte link do Instituto Nina Rosa:http://www.institutoninarosa.org.br/component/rsform/?formId=12
Vanguarda Abolicionista se fez presente no Seminário de Bem Estar Animal em Canoas

Integrantes da VAL puderam interagir com os participantes do Seminário

                     por Ronaldo M. Botelho

           A partir da aprovação da demanda do Centro de Bem Estar Animal no Orçamento Participativo de Canoas, foi criada no município a Unidade Municipal de Controle Bem Estar Animal, vinculada a Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde. Integrando a construção dessas políticas, também está sendo desenvolvido em Canoas o Centro de Bem Estar Animal e a criação do Conselho Municipal de Bem Estar Animal, além de um Fundo de Bem Estar Animal.

          “Louvo a Prefeitura pela sensibilidade de abrir esse canal. É difícil convencer um parlamentar e a comunidade sobre esse problema para tentar resolvê-lo”, observa o vereador porto-alegrense Adeli Sell, que atua na questão da proteção aos animais, um dos painelistas no 1º Seminário municipal de políticas públicas para o bem estar animal, realizado na noite desta quarta-feira, 27, em Canoas.


           Também participou como palestrante no seminário a titular da Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para Animais Domésticos de Porto Alegre (Comppad) - agora convertida em Secretaria Especial dos Direitos Animais (SEDA), Maria de Lourdes dos Santos Sprenger. No evento, ela relatou a experiência da Capital, salientando desafios, avanços e necessidades na construção de uma política nessa área. “Sem o apoio da sociedade, não teremos solução, pois o poder público não consegue solucionar tudo sozinho”, observa.


Pai-de-santo Zumba Toledo substituiu por ervas os animais sacrificados em rituais

           Participaram também do evento o coordenador de Relações Comunitárias, Oli Borges, o secretário municipal de Relações Institucionais, Mário Cardoso, o subprefeito da Região Nordeste, José Francisco Nunes, o “Chico da Mensagem”, além de lideranças de diversas organizações que atuam direta ou indiretamente com a questão da saúde e proteção aos animais. De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Judith Vasconcelos, a construção do Plano Municipal para o Bem Estar Animal envolve três eixos: infra-estrutura, educação e legislação. “A meta maior é uma mudança cultural”, resume.
        Fonte:
Comdema apresenta pautas para o segundo semestre

           O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), participou, na última terça-feira, 26, de reunião no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/Ibama). Na oportunidade, o Conselho apresentou a pauta que deverá ser tratada durante o segundo semestre de 2011.
          Entre as demandas apresentadas, o Comdema priorizou a ocorrência de lama no balneário Cassino, a arborização urbana, a criação do Conselho Gestor da Área de Preservação (APA) da Lagoa Verde, a realização de um workshop abordando a conservação e renaturalização dos cursos d'água urbanos e a drenagem urbana, a atualização do Plano Ambiental do Município do Rio Grande e o zoneamento do Parque Urbano do Bolaxa, recentemente criado pelo Decreto Municipal n° 11.110/2011, com a finalidade de conservação, educação ambiental e lazer no Município.
          O Comdema é presidido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) e secretariado pelo Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema). As reuniões ordinárias são abertas ao público e ocorrem sempre na última terça-feira útil do mês. Informações podem ser obtidas pelo telefone (53) 3233.7275 ou pelo e-mail comdema@hotmail.com.br
FONTE:


Dance, Monkeys Dance!! - Ernest cline

OLHAR ANIMAL - Ministério Público de SP cria grupo que combaterá crimes contra animais

OLHAR ANIMAL - Ministério Público de SP cria grupo que combaterá crimes contra animais

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Líderes religiosos debatem preservação do ambiente em Jerusalém
DA EFE

         Representantes das comunidades cristã, judia e muçulmana se reuniram nesta semana em Jerusalém para debater uma forma de conscientizar seus fiéis sobre a importância de se preservar o ambiente.
           "O respeito a Deus exige também o respeito a sua criação e a natureza", manifestou ao jornal israelense "Jerusalem Post" o bispo auxiliar do patriarcado de Jerusalém, William Shomali.
          Ele participou na segunda-feira (25) da apresentação do Centro InterConfessional de Desenvolvimento Sustentável.
          "Somos visitantes nesta Terra e a abandonaremos algum dia, mas precisamos deixá-la limpa para as próximas gerações", disse o clérigo.
         "Se a Terra está poluída, se o Mediterrâneo está poluído, está poluído para todos, cristãos, muçulmanos e judeus", destacou Shomali, que considerou necessário "estudar a crise ambiental, que é parte da crise ética, moral e espiritual".
         O novo grupo religioso-ecologista, liderado pelo rabino Yonatan Neril, conseguiu neste mês que o Conselho de Instituições Religiosas da Terra Santa assinasse a "Declaração da Terra Santa sobre Mudança Climática", que pede para o mundo reduzir o consumo e enfrentar os problemas ambientais.
         O texto pede "a toda pessoa de fé" para que reduza suas emissões do efeito estufa e peça a seus líderes políticos que adotem "objetivos fortes, obrigatórios e com base científica para diminuir os gases do efeito estufa a fim de evitar os piores perigos da crise do clima".
         O ministro de Assuntos Religiosos palestino, Salah Zuheika, assinalou sobre o Corão: "Alá fala de tudo, sobre a natureza, o ar, os animais, e pede aos seres humanos não só que usem a natureza, mas que a protejam."
       O rabino David Rosen ressaltou também o caráter temporário da estada dos homens na Terra e sugeriu aos líderes religiosos que incentivem seus fiéis a consumir menos carne. A produção do alimento representa "uma das maiores causas de contaminação e de consumo de água".
FONTE:

Nações baleeiras impedem votação para a criação do Santuário do Atlântico Sul

Nações baleeiras impedem votação para a criação do Santuário do Atlântico Sul
São João da Boa Vista -SP na luta contra os rodeios

          O TRIBUNAL DE JUSTIÇA de São Paulo deu decisão favorável à ação movida pela USPA contra crueldades em rodeios, na festa agropecuária , denominada EAPIC, em São João da Boa Vista -SP, sentença essa, extensiva a todos os eventos dessa natureza, e nos anos vindouros, dentro da comarca.

         O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, por unanimidade,  também confirmou a decisão , que finalmente transitou em julgado no mês de junho, apesar de todos os recursos tentados  pelos organizadores do rodeio e pela prefeitura da cidade.

         Essa exaustiva batalha judicial vem desde o ano de 2006, com sucessivas vitórias da USPA, nossa modesta ONG enfrentando o poder econômico e político da região. Ainda restam recursos no Supremo Tribunal Federal, porém confiamos que saia vitoriosa a causa dos animais submetidos a abusos nas festas de peão, o que contribuirá também na formação de jurisprudência.


Decisão do STJ

Acórdão

Vera von Gossler
USPA - UNIÃO SANJOANENSE DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS

 FONTE:


Ativistas pelos animais organizam protesto em SP e RJ contra construção da usina de Belo Monte
Norah André

          A construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, bem como demais cerca de 100 outras empreitadas deste gênero que estão sendo projetadas para a Região Amazônica, acabará por DESTRUIR a biodiversidade da região.
          Animais silvestres perderão as suas vidas, seja imediatamente, pela inundação da área em que vivem,  seja a médio prazo, pela fome e por se tornarem alvo de caçadores, em sua busca de fugir das regiões afetadas.
          Estamos convocado a todos para comparecer a uma manifestação de protesto que o Cadeia promoverá no dia 31 de julho, domingo, às 14 horas, na Praia de Copacabana. Nosso ponto de concentração será em frente ao Hotel Copacabana Palace.
         Todos estão convidados a fazer o seu papel em defesa da vida na região do XINGU.
         A convocação foi feita inicialmente através do seguinte link do Facebook:
http://www.facebook.com/event.php?eid=248199255191179
         Esta Manifestação Pública de Protesto é inteiramente desvinculada de aspectos político-partidários, constituindo-se num movimento de protesto de cidadãos brasileiros, em solidariedade aos povos atingidos pela mega construção de Belo Monte, cheia de irregularidades e violações aos direitos humanos, com prejuízo irreparável aos animais e à flora da região afetada.
- Pela Natureza ameaçada
- Por todos os animais que perecerão imediatamente ou serão sacrificados a curtíssimo prazo por esta esta construção
- Pela preservação de nossos ecossistemas e florestas
- Pela população indígena do XINGU
- Por formas alternativas e limpas de geração de energia
- Pela firme OPOSIÇÃO ao novo Código Florestal
- PELAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS, inteiramente ignoradas e desconsideradas pela autorização dada à obra pelo governo federal, à revelia do Congresso Nacional, Ministério Público, organizações da Sociedade civil, OEA, condicionantes anteriormente acordadas e o povo brasileiro.
Rio de Janeiro/RJ
          Estaremos nos reunindo em frente ao Hotel Copacabana Palace, às 14 horas deste domingo, dia 31 de julho, Praia de Copacabana, no RJ.
          Este evento NÃO tem qualquer conotação político-partidária, constituindo essencialmente  um ato de protesto de cidadãos conscientes contra o holocausto em andamento na Região Amazônica, onde o atual governo pretende construir cerca de 100 usinas hidroelétricas. Uma região de extensão comparável ao Canal do Panamá desaparecerá e, com ela, milhares de formas de vida, características daquele eco-sistema.Traga cartazes de protesto feitos à mão. Se quiser, traga instrumentos de percussão, ou panelas para bater.
São Paulo/SP
          Neste mesmo dia e horário acontecerá em Manifestação com objetivo idêntico em São Paulo, Capital, por iniciativa do ativista Paulo Fradinho.
Local: Vão do Masp, Avenida Paulista
Horário: 14:00 às 18:30 hs
http://www.facebook.com/event.php?eid=114342995327820
         Você pode ajudar muito comparecendo e convidando seus amigos para participar.
          Entendemos que a divulgação boca-a-boca e o forte envolvimento de cada um dos presentes é FUNDAMENTAL para o sucesso desta série de iniciativas. Nossas ações contra Belo Monte e o Novo Código Florestal e nosso REPÚDIO ao tratamento dispensado ao povo do XINGU vem sendo DELIBERADAMENTE omitidos pela imprensa oficial.
          Sobretudo depois das estarrecedoras e inteiramente INDESCULPÁVEIS declarações do próprio homem que deveria ser responsável pela preservação do meio ambiente no Brasil, o atual presidente do IBAMA, quando, durante entrevista à TV australiana, acreditou não estar sendo mais gravado:
http://www.youtube.com/watch?v=XruOTNQGKUc
         Por uma estranha e dolorosa ironia, 2011 foi consagrado como o Ano Internacional Das Florestas. Justamente num ano em que a nossa Amazônia nunca esteve tão frontalmente ameaçada.
        Este é o video oficial da ONU sobre o assunto.
        Embora demore um pouco para carregar, serve como forte inventivo à luta contra Belo Monte e demais “planos do PACto” de destruição ambiental do Brasil:  http://www.youtube.com/watch?v=Lb_CFxgugSY
FONTE:
A universidade e o complexo celulose-papel
Professora, Dra. Rosemeire A Almeida
Coordenadora I Simpósio sobre a Formação do Complexo Celulose-Papel em Mato Grosso do Sul: Limites e Perspectivas
Adital
          No período de 30 de junho a 2 de julho de 2011, no auditório da UFMS/Campus de Três Lagoas/MS, estiveram reunidos professores, estudantes, autoridades públicas, agentes sociais e de pastoral e demais trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo para a realização do "I SIMPÓSIO SOBRE A FORMAÇÃO DO COMPLEXO CELULOSE-PAPEL EM MATO GROSSO DO SUL: LIMITES E PERSPECTIVAS”. O referido Evento se constitui de uma iniciativa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/UFMS, Universidade Federal da Grande Dourados/UFGD e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul/UEMS, e contou com apoio financeiro da FUNDECT/MS.
         O objetivo primordial foi a abertura, dentro da Universidade, de um espaço público de debate acerca da formação do complexo celulose-papel, dentro da premissa da indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão. E, mais, da necessidade da Universidade pública cumprir sua função social, que implica o compromisso com a sociedade, entendendo que a melhor forma de cumpri-lo é exercer o questionamento com amplos setores e sujeitos nela inseridos.
        Reforçamos, deste modo, a linha política do evento que é a mesma da Universidade pública, gratuita e de qualidade, qual seja servir ao interesse público, diagnosticando demandas na sociedade e buscando alternativas. O formato deste primeiro Simpósio traduziu essa preocupação ao dar espaço para as instituições públicas e organizações sociais e religiosas exporem suas ideias a fim de que as demandas da formação do complexo celulose-papel cheguem à Universidade para orientar temas de pesquisa.
Parte significativa do debate foi marcada pela interação com estudiosos dos impactos do complexo celulose-papel que aceitaram dividir suas experiências. Deste modo, foram apresentados resultados de pesquisas realizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e São Paulo. Para estes estudiosos, as transformações que se realizam no ambiente são muito preocupantes devido à redução da biodiversidade, bem como a contaminação dos recursos hídricos, somando-se ainda ao impacto sobre o modo de vida dos pobres da terra, principalmente das comunidades tradicionais e bairros rurais que vêem seu mundo sendo desagregado pelo peso do complexo celulose-papel. Isto se deve a diversos fatores como o plantio de árvores de uma única espécie exótica ocupando áreas que deveriam ser preservadas, como topos de morros e margens de rios e nascentes, também ao uso intensivo de herbicidas, inseticidas e adubos químicos provocando a contaminação de nascentes e envenenando animais e peixes, em claro desrespeito à legislação ambiental –- como demonstrado pelo palestrante da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.
        Todavia, evidenciou-se também a necessidade de acesso a informações in loco para que pesquisas possam ser realizadas a fim de diagnosticar impactos, uma vez que o bioma cerrado é diferente dos biomas do Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo e Bahia, onde já existem pesquisas em áreas de eucaliptais, mas cujos resultados não podem ser transportadas para a região sul-mato-grossense. Um dos aspectos importantes a ser considerado nas pesquisas em Mato Grosso do Sul, sobre o comportamento do eucalipto, diz respeito à existência de um clima com duas estações bem distintas: período de chuva e o período de escassez hídrica.
        Mesmo com carência de pesquisas de base, já temos dados preocupantes em relação ao estado de Mato Grosso do Sul, tais como: agravamento da concentração fundiária, redução da produção de alimentos, desagregação de comunidades no entorno a área de expansão do complexo e indícios de impactos sobre as nascentes nas áreas de plantio de eucalipto da década de 1980.
        Outra parte dos debates foi marcada por preocupações voltadas para o questionamento do modelo econômico exógeno implantando na região. O crescente investimento do Estado e dos setores da economia local no ciclo do eucalipto –como sendo a solução econômica da região Leste do MS–, pode tornar esta área vulnerável a crises, uma vez que esta opção como caminho único deixa pouco espaço para projetos alternativos que possam funcionar como amortecedores, principalmente para aqueles mais vulneráveis socialmente, num cenário de retração capitalista global que afete o mercado de celulose. Dito de outra maneira, a repetição deste modelo econômico altamente dependente do mercado externo e alicerçado na celulose, uma mercadoria voltada de forma majoritária para fins de consumo não essenciais à reprodução da vida e para a exportação, pode representar o comprometimento de amplos setores da economia envolvidos em arrendamentos, comércio, empregos.
        Conclui-se que a expansão capitalista do complexo celulose-papel no cerrado sul-mato-grossense, sob auspícios do Estado, gera controvérsias tanto em termos sociais como ambientais, uma vez que impactos já aparecem na leitura dos povos que vivem nestas áreas, apesar do monocultivo de árvores representar pouco mais de 1% da área total do MS. Percepção do senso comum que deve ser considerada como indicador da necessária posição de alerta, tanto do Estado como dos pesquisadores, no sentido de aprofundar a fiscalização e o estudo destas áreas, principalmente porque esses impactos já foram registrados em outros Estados que viveram o ciclo do eucalipto.
        Enfim, mesmo considerando as diferenças existentes em relação aos cuidados ambientais desde as décadas de 80-90 até hoje, reiteramos que o Simpósio alertou para a necessidade de um esforço conjunto das empresas, das esferas locais e regionais do poder público, de pesquisadores e da sociedade em geral no sentido de garantir as condições para a manutenção dos valiosos recursos do Cerrado para as atuais e futuras gerações de forma que os fins econômicos não sejam justificadores dos meios empregados em nome do desenvolvimento.
[Fonte: CPT/MS]
FONTE:

Telma Monteiro: Rio Tapajós: Resolução do CNPE oficializa destruiç...

Telma Monteiro: Rio Tapajós: Resolução do CNPE oficializa destruiç...: "Em maio passado, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) editou uma Resolução que selou definitivamente o futuro do rio Tapajós. ..."

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Cientistas temem que pesquisas médicas criem macacos falantes

BBC/G1
           Relatório da Academia de Ciências Médicas britânica alerta para anomalias decorrentes do abuso no transplante de células humanas em animais
           A Academia de Ciências Médicas da Grã-Bretanha está pedindo ao governo que estipule regras mais estritas paras as pesquisas médicas envolvendo animais. O grupo teme que experimentos envolvendo transplante de células acabem criando anomalias, como macacos com a capacidade de pensar e falar como os humanos.
           O alerta ressalta o debate da questão dos limites da pesquisa científica. Um dos autores do relatório, o professor Christopher Shaw, do King's College de Londres, diz que tais estudos 'são extraordinariamente importantes'.
         A academia ressalta ainda que não é contrária a experimentos que envolvam, por exemplo, o implante de células e tecidos humanos em animais.
        Estudos atuais, por exemplo, transplantam células cancerígenas em ratos a fim de testar novas drogas contra o avanço da doença.
        A academia defende, no entanto, que com o avanço das técnicas estão surgindo novos temas que precisam ser urgentemente regulados.
Avanço

        Os avanços científicos atuais já permitem a criação de ratos com lesões similares às causadas por um derrame cerebral, para que sejam depois injetadas células tronco humanas, a fim de corrigir os danos.
         Outro estudo com implante de um cromossomo humano no genoma de ratos com síndrome de Down também foi essencial para a compreensão da doença.
         Apesar de a maioria dos experimentos ser feita com ratos, os cientistas estão particularmente preocupados com os testes em macacos.
        Na Grã-Bretanha são proibidas as investigações com macacos de grande porte como gorilas, chipanzés e orangotango. Em outros países, como os Estados Unidos, são liberadas.
        'O que tememos é que se comece a introduzir um grande número de células cerebrais humanas no cérebro de primatas e que isso, de repente, faça com os que os primatas adquiram algumas das capacidades que se consideram exclusivamente humanas, como a linguagem', diz o professor Thomas Baldwin, outro membro da academia.
        'Estas são possibilidades muito exploradas na ficção, mas precisamos começar a pensar nelas', diz.

Áreas 'delicadas'

          O relatório indica três áreas particulamente 'delicadas' na pesquisa com animais: a cognitiva, a de reprodução e a criação de características visuais que se percebam como humanas.
         'Uma questão fundamental é se o fato de povoar o cérebro de um animal com células humanas pode resultar em um animal com capacidade cognitiva humana, a consciência, por exemplo', diz o relatório.
          O professor Martin Bobrow, principal autor do relatório, sugere o que chama de 'prova do grande símio': se um macaco que recebeu material genético humano começa a adquirir capacidades similares a de um chimpanzé, é hora de frear os experimentos.
          Na área de reprodução, recomenda-se que embriões animais produzidos a partir de óvulos ou esperma humano não se desenvolvam além de um período de 14 dias.
         O campo mais polêmico é o de animais com características 'singularmente humanas', os experimentos que o relatório chama de 'tipo Frankestein, com animais humanizados'.
        Segundo o relatório, 'criar características como a linguagem ou a aparência humana nos animais, como forma facial ou a textura da pele, levanta questões éticas muito fortes'.
FONTE:


MÃE É QUEM CRIA

Mable, uma galinha de 1 ano, de Shrewsbury, Reino Unido, acha que é um cão e assume o papel de mãe de um grupo de cachorros. Para a surpresa dos proprietários e da mãe original (que mais brinca no quintal que dá atenção para os filhotes), Mable assume o cesto sempre que tem essa possibilidade.




Na Colômbia, uma gata adotou um filhote de esquilo que foi resgatado das ruas. Ela abraça o filhote como se fosse sua verdadeira mãe




Essa mamãe adotou um porquinho orfão







Cadela amamenta leãozinho como se fosse seu próprio filhote no zoológico de Ruchey Royev, na Sibéria. O filhote é o único sobrevivente de uma ninhada de quatro leões.




A labradora Lisha lambe suas crias: dois filhotes de tigres brancos. Mesmo sem ter tido nenhuma ninhada, as cadelas podem produzir leite, como foi o caso de Lisha. Ela tem dom para ser mãe. Além de adotar filhotes de tigres brancos, a fêmea também cria dois filhotes de chita





Cadela amamenta filhotes de panda em Taiyuan, na China. Os bichinhos foram abandonados pela mãe após o nascimento. A mamãe adotiva cheira os filhotes de panda antes de amamentá-los





Um casal de cães da raça golden retriever brincam com lontra selvagem em Pine Harbour, nos Estados Unidos. O animal foi adotado pelos cachorros depois de ser atropelado em uma rodovia. A cachorra trata a lontra como seu filhote





A tigresa Sai Mai, do Zoo Sriracha Tiger, na Tailândia, adotou três porquinhos que foram rejeitados pela mãe



Amizade poderia inspirar produtores de cinema ou criadores de desenhos animados. Em uma casa de Christchurch (Inglaterra) a cadela Daisy e o gato Hector resolveram adotar os microporquinhos Chinook, Serge, Frenchie, Biscuit, Nimrod e Manuka. Todos comem, dormem e brincam juntos, diz a dona Jane Croft. A inglesa garante que, apesar da crença popular, os suínos adoram andar limpinhos.




FONTE:






          A Vanguarda Abolicionista convoca ativistas, protetores e simpatizantes da causa animal para uma ação de conscientização neste domingo, 31 de julho,em frente à Feira Mundial de Filhotes e Pequenos Animais, em São Leopoldo. O objetivo é levar ao público a idéia de adoção, contra o comércio e exploração, e que os animais não são produtos. É importante a presença dos protetores locais e regionais, pois sempre há transeuntes que se interessam pela adoção e solicitam detalhes. Haverá banners e maciça panfletagem pedagógica, aproveitando a ocasião em que muitos pais compram 'um novo amigo' para o filho, e estabelecem desde então a visão de mercadoria. Entre as 'atrações' da Feira Mundial estão 'o cachorro mais feio do mundo' e 'o maior gato do mundo'.
        A atividade acontecerá das 13h30min às 18h, na calçada do Bourbon Shopping São Leopoldo - avenida Primeiro de Março, 821, Centro de São Léo. Para quem vai de metrô, basta descer na Estação São Leopoldo e caminhar algumas quadras pela avenida São Caetano.
          Informações e instruções podem ser obtidas pelos telefones 9164-3726 ou 9370-2175.
        Confirmações de presença podem ser feitas pelo email:        vanguardaabolicionista@gmail.com
           FONTE:
                        http://www.vanguardaabolicionista.com.br/

domingo, 24 de julho de 2011

Se eu tivesse pelo menos visto o seu rosto
Mylène Farmer

Que tenha experimentado imensa dor
Tempo terá uma visão geral
A neve agulha lenta ou venda
O onipresente sublinha a sua ausência
Em toda parte

Quem foi o reinado instável
Não sei quem perdeu a pena
Mais reservado, em tudo o que Deus Nem nem o ódio, quem se importa
Mais bonito, eu apenas uma frase …
A escurece

(Refrão)
Se eu tivesse visto seu rosto, pelo menos,
Vislumbrado à distância O menor nuvem
Mas é daqueles que se levantam
Esse montante “de esperança”, que se diz a sangrar
Sem um adeus E acredite em mim porque eu existo
Quando o outro diz “eu morro”? Por que nada desperta seu coração …?

Mais todos os meus demônios hostis
A voz quebrou o frágil
Os anjos da minha mais dedicados
Eu eo estranho ao escurece noiva nora …

(Refrão)
Se eu tivesse visto seu rosto, pelo menos,
Vislumbrado à distância O menor nuvem
Mas é daqueles que se levantam
Esse montante “de esperança”, que se diz a sangrar
Sem um adeus E acredite em mim porque eu existo

Quando o outro diz “eu morro”? Por que nada desperta seu coração …?

(Refrão)
Se eu tivesse visto seu rosto, pelo menos,
Vislumbrado à distância O menor nuvem
Mas é daqueles que se levantam
Esse montante “de esperança”, que se diz a sangrar
Sem um adeus E acredite em mim porque eu existo
Quando o outro diz “eu morro”? Por que nada desperta seu coração …?

Mylène Farmer - Si J''Avais Au Moins (Dj Band's Extended) 7 30

Ibama pretende desativar unidades regionais no país
Por Nathália Clark




Escritórios de Costa Marques e Guajará-Mirim fiscalizam a fronteira com a Bolívia, enquanto Ariquemes controla a retirada ilegal de madeira. Créditos: Divulgação/Ibama


          A direção nacional do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pretende fechar um considerável número de escritórios regionais em todas as unidades da federação até o fim do ano. Somente em Rondônia, está previsto o fechamento de seis instâncias. Entre elas estão os escritórios de Costa Marques e Guajará-Mirim, além de quatro bases avançadas: no distrito de Extrema, em Porto Velho, e nos municípios de Ariquemes, Pimenta Bueno e Rolim de Moura.

         Um funcionário do escritório de Costa Marques afirmou que um memorando informando o fechamento já foi entregue, mas não foi definida ainda a data para tanto. De acordo com o superintendente do Ibama em Rondônia, César Luiz da Silva Guimarães, ainda está sendo feito um levantamento, através de consulta aos servidores, para verificar quais os custos da desativação, que inclui indenizações e o pagamento de mudanças aos que forem transferidos. “Acho que isso não acontece nesse ano porque ainda não existe previsão orçamentária”, opinou.
          O motivo alegado é a carência de servidores nos escritórios, a otimização do trabalho e também o corte orçamentário de 45%. “Nos últimos anos o Ibama passou por mudanças, perdeu atribuições. Então, a configuração do órgão também precisa ser revista. A existência do escritório de Costa Marques, por exemplo, se justificava na presença da Rebio Guaporé (Reserva Biológica do Guaporé-RO), da qual o Ibama tomava conta. Hoje quem faz a gestão florestal são os órgãos estaduais de meio ambiente, o ICMBio. Não justifica mais ter uma estrutura tão grande se a nossa competência é apenas fiscalizar e licenciar”, disse Guimarães.

        Segundo ele, no estado, o intuito é reforçar a estrutura administrativa a partir das três unidades principais: Ji-Paraná, Vilhena e Porto Velho. “O número de efetivo permanecerá o mesmo, as ações serão mantidas, mas centralizadas nos grandes centros”, afirmou.

Fronteira desprotegida

          Tanto os escritórios de Costa Marques quanto o de Guajará-Mirim funcionam como órgãos fiscalizadores da fronteira com a Bolívia, onde há muitas reservas florestais. Só Guajará tem mais de 90% do seu território coberto por áreas protegidas. Mas nestas bases, respectivamente com cinco e quatro servidores hoje, há grande dificuldade de lotação. Para o superintendente estadual, os escritórios acabam sendo onerosos demais, com pouca eficiência no trabalho.

         Outra base crítica que também deverá ser fechada é a da região de Ariquemes, onde há conflitos por disputa fundiária e retirada ilegal de madeira. Ao todo, as seis unidades respondem por 30% da fiscalização no estado. A maior jurisdição fica com os três maiores escritórios.

         Guimarães citou uma frase do presidente, Curt Trennepohl: “é hora de diminuir em tamanho físico para crescer em ações”. E completou com a justificativa da segurança: “São cidades pequenas, onde todos se conhecem, têm vínculo, o ideal é que a fiscalização venha mesmo de fora”.

         Quando efetivado o fechamento, os servidores serão transferidos para outras unidades. Segundo César Luiz, há cinco possibilidades de remoção: para a sede em Brasília, para outra superintendência estadual, para algum dos demais órgãos públicos federais da área ambiental, ou pelo processo de cedência ao estado ou município de origem.

         Funcionários mais antigos, já fixados, se dizem insatisfeitos. Mas, como diz o superintendente, “a vida de servidor é essa mesmo, servimos ao interesse da administração pública”.

Fonte:
Pelo menos seis bases serão desativadas em Rondônia: Costa Marques, Guajará-Mirim, Extrema, Ariquemes, Pimenta Bueno e Rolim de Moura. Créditos: Divulgação/Ibama
Tráfico sexual na Amazônia:
“Um pacto silencioso de reprovação moral e aceitação prática”. Entrevista especial com Marcel Hazeu

        O abuso sexual e o tráfico de mulheres na Amazônia estão vinculados a "situações análogas à do trabalho escravo”, constata pesquisador da ONG Só Direitos.
Confira a entrevista.
         A exploração sexual de adultos e crianças na Amazônia é um fenômeno antigo que tem raízes profundas e está relacionada ao mercado de trabalho e à formação da região amazônica. Durante o processo de colonização e desenvolvimento local, o tráfico e a exploração mudaram de configuração, mas continuam “expressando a forma como as relações de trabalho e de convivência se organizam no contexto da ocupação colonial e capitalista da região”, aponta Hazeu à IHU On-Line, em entrevista concedida por e-mail.
       Pesquisador da ONG Sociedade de Defesa dos Direitos Sexuais da Amazônia (Só Direitos), de Belém do Pará, Marcel Hazeu estudou o tráfico de mulheres do Brasil e da República Dominicana para o Suriname e enfatiza que o tráfico e a exploração sexual na região se intensificam porque há “poucas oportunidades para a população local”. O mercado do sexo, “vinculado a todas as atividades econômicas (construção, transporte, mineração, etc.)”, facilita e possibilita a entrada de crianças e adolescentes em um ciclo de prostituição que se repete a cada nova geração.
        Marcel Hazeu é autor da dissertação Migração internacional de mulheres na periferia de Belém e atualmente cursa doutorado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Federal do Pará. Ele coordenou pesquisas sobre exploração sexual de crianças e adolescente e sobre tráfico de pessoas na Amazônia, entre as quais citamos Tráfico de Mulheres: um novo / velho drama amazônico.
Confira a entrevista.
         IHU On-Line – Que motivos favorecem a exploração sexual na região amazônica?
         Marcel Hazeu – A exploração sexual faz parte de um dos problemas que cercam o tráfico de mulheres, o qual precisa ser entendido a partir da questão constituinte, que é a exploração do trabalho em combinação com o impedimento do direito de ir e vir, ou seja, situações análogas à do trabalho escravo. Estas situações podem ser identificadas no contexto do mercado de trabalho formal e informal, tanto na esfera pública quanto privada. O deslocamento de um lugar para outro é um segundo elemento necessário para falar em tráfico de mulheres, uma vez que a saída de uma realidade, onde elas contavam com uma rede social mínima de proteção e o domínio mínimo do espaço para uma nova realidade, torna-as estranhas e sem acesso às relações sociais locais e, portanto, mais vulneráveis e dependentes das pessoas que organizaram sua viagem e seu lugar de estada.
        Discutir tráfico de mulheres na Amazônia começa, portanto, com uma análise do mercado de trabalho, neste caso específico de mulheres de classes populares. Como estas mulheres na Amazônia se inserem no mercado trabalho local e internacional? Quais são as possibilidades e nichos de trabalho para mulheres na Amazônia? O que é considerado trabalho?
      O mercado do trabalho na Amazônia se estruturou historicamente em decorrência da exploração de suas riquezas e da implementação de infraestruturas para a segurança nacional no sentido de escoar as riquezas ou providenciar recursos energéticos para a produção industrial vinculada à exploração de recursos naturais. Através de estímulo à migração espontânea, de organização da migração oficial e do aviamento de homens e mulheres de outras partes do Brasil, onde suas condições de vida impediram sua permanência com qualidade ou perspectivas, pessoas chegaram à Amazônia. O mercado de trabalho abriu espaço para mão de obra masculina na construção de obras e na garimpagem. Para as mulheres, o trabalho significava cuidar desta mão de obra masculina e, portanto, elas atuavam como cozinheiras, prostitutas, lavadeiras, etc., além de exercerem atividades de compra e venda. Muitos homens e mulheres chegaram e chegam à Amazônia através de esquemas de tráfico de pessoas, aqui chamado de aviamento, ou seja, escravidão por dívida, isolamento, ameaças, violência e vigilância.
        Esta lógica se perpetuou nas últimas décadas da ocupação/invasão da Amazônia apesar da diversificação do mercado, do crescimento das cidades e dos meios de transporte e comunicação. Uma novidade das últimas décadas é a ampliação destes esquemas de migração e tráfico de pessoas para países vizinhos (muitas vezes vinculados à atividade garimpeira) e para países europeus.
        Ideologicamente, ocorreu outro movimento que prejudicou o entendimento e o enfrentamento desta situação: o descredenciamento de vários tipos de trabalho de mulheres como trabalhos propriamente ditos. Por exemplo, o trabalho doméstico e o trabalho na prostituição. Em vez de serem consideradas como trabalhadoras exploradas, traficadas e escravizadas, sua situação foi enquadrada como não trabalho, vagamente identificada como algo que deve ser considerado "atividades naturalmente informalizadas de reprodução" ou como "atividades moralmente condenáveis".
Exploração sexual
        O termo “exploração sexual” foi adotado no Brasil como expressão para a realidade de crianças e adolescentes que se encontraram no mercado de sexo, uma forma de trabalho infantil a ser banida. Para mulheres e homens adultos, o termo não tem uma definição clara e é usado no combate à prostituição em geral (abolicionismo). Tentativas de definir exploração sexual como prostituição forçada ou escravidão sexual não dominam o debate.
       Finalmente, respondendo à pergunta: A história da colonização da Amazônia se confunde com as histórias de tráfico de mulheres. Ou seja, não se trata de um fenômeno novo, mas de uma realidade que muda de configuração ao longo do tempo, expressando a forma como as relações de trabalho e de convivência se organizam no contexto da ocupação colonial e capitalista da região.
        Podemos identificar o seguinte:
       • A escravidão de mulheres indígenas e, posteriormente, de mulheres africanas nas plantações na Amazônia e nos centros urbanos na época colonial até a abolição da escravidão.
       • O aviamento de homens e mulheres vinculado à exploração da borracha.
      • O aviamento de homens e mulheres vinculado à construção de grandes obras na Amazônia.
      • O aviamento de homens e mulheres vinculado à atividade garimpeira no interior da Amazônia.
      • O tráfico de mulheres para países da pan-amazônia e para Europa.
      IHU On-Line – Que aspectos favorecem a exploração sexual infantil na Amazônia?
       Marcel Hazeu – A exploração sexual de crianças e adolescentes na Amazônia tem sido favorecida por diversos aspectos:
        1. Pelas relações de desigualdade de poder local, onde fazendeiros, comerciantes, políticos e outras autoridades locais mantêm um sistema de clientelismo que gera uma dependência direta entre este grupo e a população pobre e, ao mesmo tempo, a sensação de um poder ilimitado a ser gozado por este grupo em relação a tudo que a população pobre tem: seu trabalho, seu voto e sua sexualidade.
       2. Pela organização do mercado local. As atividades econômicas na região apresentam poucas oportunidades para a população local, com exceção do mercado de sexo que está presente, vinculado a todas as atividades econômicas (construção, transporte, mineração etc.) e que se organiza fora da lei (oficialmente proibido como mercado), dando margem a todos os tipos de exploração sem a devida proteção e intervenção do Estado. Este mercado tem valorizado a “juventude” e encontrado formas de aliciar e estimular a entrada de adolescentes e crianças.
        3. A impunidade de exploradores sexuais (o que tem a ver com o poder que gozam dentro da sociedade) estimula a atuação de exploradores e aumentam a vulnerabilidade e impotência dos explorados.
       4. As campanhas e intervenções que confundem exploração sexual de crianças e adolescentes com pedofilia têm livrado o abuso e a exploração sexual vinculados ao exercício abusivo de poder para discutir distúrbios sexuais de alguns abusadores.
        A prostituição forçada de mulheres (forçando a sua entrada involuntária ou impedindo sua saída da atividade) na Amazônia também é favorecida pela organização do mercado de sexo através de aviamento. Em outras palavras, essa escravidão é favorecida pela dívida e pelo isolamento dos lugares de trabalho, vinculados a garimpos, pelas novas construções, fazendas etc. As dimensões amazônicas e a ausência de controle do Estado, em muitos lugares e atividades econômicas, favorecem os empresários do mercado de sexo para explorar prostitutas e prostitutos.
        IHU On-Line – Quais são as rotas internacionais do tráfico de mulheres?
       Marcel Hazeu – Através de pesquisas que foram realizados pela rede Txai e pela ONG Só Direitos (pestraf Amazônia; tráfico de mulheres do Brasil e da República Dominicana para o Suriname; Mulheres em Movimento), e outras fontes, identificamos algumas rotas que, pela dinâmica do mercado internacional, podem já ter se reconfigurado, mas provavelmente ainda tem algum significado. A reconfiguração significa que o formato de migração e de relações análogas à escravidão podem ter diminuído de significância, uma vez que as comunidades brasileiras naqueles lugares se estabeleceram e se fortaleceram. Portanto, as rotas são Amazônia-Suriname; Amazônia-Espanha; Amazônia-Portugal; Amazônia-Guiana Francesa; Amazônia-Venezuela/Caribe. Além dessas, existem as rotas internas para lugares de novos investimentos em função das hidrelétricas em construção, por exemplo.
       IHU On-Line – Você elaborou um estudo sobre o Tráfico de Mulheres do Brasil e da República Dominicana para o Suriname. O que evidenciou com essa pesquisa?
        Marcel Hazeu – Este estudo foi o resultado de um trabalho em equipe e com participação de várias organizações, coordenado por mim e por Lucia Isabel Silva.
       Muitas das mulheres traficadas que contatamos passaram por uma primeira experiência de tráfico quando foram “empregadas” como trabalhadoras domésticas infanto-juvenis.
       Quase todas tiveram filhos na adolescência sem poder contar com apoio dos pais das crianças, e buscavam oportunidade de sustentar e estruturar a sua vida com filhos, o que parecia quase impossível no Pará (pela pouca escolaridade e falta de mercado de trabalho). Essa situação as vulnerabilizou para aceitarem convites que respondiam aos seus anseios.
         Nenhuma das mulheres entrevistadas conseguiu mudar de vida em Belém e alcançar a sonhada independência e estruturação. Mesmo depois de vários anos, vivenciando inicialmente a realidade de escravidão, depois a vivência do garimpo, um “amigamento” ou prostituição mais independente, não alcançaram perspectivas concretas de mudança.
       Esta mudança parecia somente possível através de um relacionamento com um homem (brasileiro, surinamês ou outro estrangeiro) que oferecesse melhores condições de vida. Este movimento para independência através de migração se tornou, para elas, uma dependência inicialmente de traficantes de pessoas e, posteriormente, de homens parceiros.
        A prostituição no Suriname se organiza através de várias lógicas: clubes fechados, onde trabalham principalmente brasileiras e dominicanas; em discotecas e festas onde atuam brasileiras e surinamesas, que se misturam com os frequentadores; casas de massagem com presença dominante de surinamesas; via jornais e nos clubes no garimpo. O tráfico se organizava principalmente vinculado à prostituição nos clubes.
        IHU On-Line – Qual é o significado da mulher na sociedade amazônica?
        Marcel Hazeu – É uma pergunta à qual sinto dificuldade de responder. Não existe “a mulher” e sim mulheres amazônicas, desde guerreiras até escravizadas. Conta-se com um dos mais altos percentuais de mulheres-chefes de família, forte presença de mulheres líderes de lutas sociais; há muitas mulheres que encaram sozinhas a migração. Muitas têm identidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, pescadoras, rurais e urbanas; o significado é sempre múltiplo.
        Elas significam a mãe terra, quando pensamos na sua relação com a natureza abundante e seu vínculo com a vida e reprodução; elas significam a identidade amazônica desde a sua origem lendária até sua luta pela permanência e vivência com qualidade na região; elas significam o futuro da Amazônia, porque não abandonam seus filhos e procuram preservar as condições para seu futuro.
        IHU On-Line – Como a população se comporta em relação à exploração de mulheres na região?
       Marcel Hazeu – Como há uma confusão de compreensão sobre o mercado de sexo, tráfico de pessoas e exploração sexual, a população em geral não reprime a busca de oportunidades de mulheres através do mercado de sexo. Há um pacto silencioso de reprovação moral e aceitação prática ao mesmo tempo. As pessoas se pronunciam somente em casos concretos de denúncias de escravidão e assassinato vinculados ao mercado de sexo. Também se mobilizam para o enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes.
        IHU On-Line – Como avalia a atuação dos órgãos de direitos humanos no país em relação ao turismo sexual?
       Marcel Hazeu – Entendo o turismo sexual como atividade criminosa vinculada à exploração sexual de crianças e adolescentes. Turistas que vêm em busca de sexo com brasileiras e brasileiros adultos, que são profissionais de sexo, não são exploradores. Aqueles que vêm em busca de sexo com adultos, que não são profissionais de sexo, e que as abordam e procuram para explorar a situação de vulnerabilidade e pobreza para satisfazer seus desejos sexuais se movimentam num espaço crítico para uma intervenção.
       A atuação dos órgãos de direitos humanos tem levado a uma intervenção generalizada contra qualquer forma de relações sexuais entre turistas e brasileiros, inclusive aquelas que envolvem profissionais de sexo. Assim dificulta o exercício da prostituição “legítima”.
       As campanhas contra exploração sexual de crianças e adolescentes vinculadas à atividade turística têm gerado um efeito bastante positivo, envolvendo o setor hoteleiro e de diversão. Falta, entretanto, um trabalho de esclarecimento e de prevenção com homens e mulheres que sonham com as oportunidades através de uma relação com um turista e que sofrem, muitas vezes, com as falsas perspectivas apresentadas por estes.
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