sábado, 16 de julho de 2016


          SUGESTÃO DE PÁGINA SOCIAL
        
      A página do jornalista e radialista Edson Costa no Facebook tem apresentado temas recorrentes, com estilo diferenciado de abordagem. A forma direta e ética dos assuntos ganha repercussão imediata. O claro entendimento e exposição, mesmo sobre os temas mais áridos, podem ser apreciados. Basca acessar...


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015










O amor da criação que habita em todas as vidas

        Jesus tão conhecido e ao mesmo tempo tão misterioso. Quem foi esse humano muito mais que humano? Ele é consagrado desde Mestre a Príncipe e seus ensinamentos podem ir muito além do que está na Bíblia, escrita por muitos homens de várias gerações posteriores. Signo de toda bondade e compaixão universal será que realmente no Natal apregoamos o “não matarás”.  É no silêncio do prato bonito, da bela ceia e para muitos, a fartura e até a sua forma requintada da ostentação alimentar que está a grande incógnita. São leitões, perus e toda diversidade dos seres ditos de alimentação e domesticados que são mortos aos milhões neste período de festas. A sociedade estigmatiza e segrega sob olhar da utilidade os seres dos quais reservamos para a companhia ( cão e gato, por exemplo ) e outros a sentença do abate sem sua permissão.  Sim, isso é algo extremamente pragmático. Ora tudo que é vivo, assim o quer permanecer. Nós também queremos viver, afinal todos somos sujeitos de uma existência.
      Existe um abismo entre quem foi aquele produto e quem é depois de um rótulo com marca e preço. Depois do código de barras parece que ficou mais fácil dissimular a vida, afinal de contas, se até as pessoas em regimes escravagistas possuem valor pela sua utilidade. Então o que deixar para a vaquinha feliz dos comerciais bobos e que idiotizam cada vez mais os consumidores.  Parece que há uma cortina invisível que impede que as pessoas façam as conexões mentais e de emocionais entre o consumo e o real significado da data natalina.   O mandamento “não matarás” é o mais taxativo, “não matar”, traduz não tirar a vida. Será que ainda é preciso qualificar essa vida? Se vivêssemos radicalmente esse mandamento não seria derrubada nem sequer uma árvore, não seria poluído nenhum rio, não seria lançado aos oceanos nenhum esgoto e por ai vai ... de tão ampla a acepção do “não matarás”. Por tanto esse é um ensinamento altamente revolucionário e talvez Jesus já soubesse do nível de desconexão com a natureza ou Deus a que chegaríamos hoje.
      Façamos um Natal consciente com o coração, não apenas consumo, ostentação da mesa mais rica na disputa de selfies cheios de caras e bocas. Será que só isso se resume a data? Vamos optar pela compaixão por todos os seres, somente assim podemos escrever uma nova história para o nosso planeta. Buscando civilizar o mais profundo humano em nós cintilando mais amor a todas as formas de vida. Tenho certeza que esse será o maior presente a Jesus. Feliz Natal a tod@s!


 Swami Fonseca

sexta-feira, 5 de junho de 2015




A disciplina do amor

Por Lygia Fagundes Telles

          Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
      Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
        Todos os dias, com o passar dos anos (a memór ia dos homens!) as p essoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.

Vandana Shiva - Entrevista Exclusiva

sexta-feira, 28 de novembro de 2014




O TEU ABANDONO DE HOJE É O TEU AMANHÃ: aos abandonadores de todo tipo



Por Swami Fonseca

          Hoje se joga fora tudo: de bichos a pessoas! Vivemos no “Império do Descarte” onde é perdida a noção de que coisas são coisas para serem usadas e que vidas ( pessoas e animais ) são vidas para serem respeitadas e não podem serem consideradas coisas para serem descartadas. Decadente gênero humano que está criando uma civilização tecnocrata e que está perdendo o senso da ternura e da compaixão. O “ser” deu lugar ao “ter” e para tanto não se vive, apenas se existe em caixinhas de horários, de conveniências, do senso comum, tudo muito superficial para evitar reflexões que conduzirão a sair da vala comum. Por isso; tudo que fugir desse rito deve ser eliminado para não dar trabalho e aí começa a lista da descartabilidade que vai desde recém nascidos humanos até cães abandonados. Todas essas vítimas são perfeitas porque são silenciosas na sua fragilidade. O abandonador é um covarde que fugiu a sua responsabilidade, que falhou como ser humano, falhou na afetividade. Num mundo de idas e vindas ele encontrará a resposta ao seu ato cruel em algum lugar a seu tempo.
       Nesta época de final de ano começa a triste sina dos abandonos. Cães e gatos são largados, jogados fora como se fossem lixos. Pararam se servir como bibelôs porque deixaram de ser bonitinhos, pois ficaram velhos e por isso o seu “tutor” lhes deu a sentença do abandono. Ou mesmo ficaram doentes com necessidade de atendimento especial e ninguém da família quer dispor de tempo para a sua dedicação.  Ou mudança de residência que não terá lugar para o animal. Ou animais que deram uma voltinha e foram acidentados e o dono não quer cuidar. Enfim o abandono sempre trás uma desculpa infame para um fim trágico. Eis a grande traição humana, que faz com que o animal acredite que é membro da família para qualquer pretexto o abandonar.
        Medo, pânico, solidão são apenas alguns dos sentimentos que o animal vivencia, depois a fome, a sede, a doença e por aí vai toda a desgraça que a rua tem para lhe oferecer, incluindo atropelamentos e maus tratos. E enquanto essa via sacra para o animal apenas começa o abandonador mente para si mesmo -  numa verdadeira imbecialidade – que o animal ficará bem como num passe de mágicas. Afinal de contas o abandonador deve acreditar em contos de fadas e acha que a rua tem o “gênio da comida e água” para o animal. Essa mentira para si mesmo traz profundas conseqüências para o animal que passa a ser estigmatizado como ser “da rua”, mas que na verdade ele teve uma casa e foi abandonado friamente por seu responsável.
       Na rua, na estrada, no canalete, na praia o abandono é o mesmo. É condenar um animal inocente a uma sentença de um crime que ele não cometeu. Talvez o azar em ter ido para pessoas irresponsáveis que não aprenderam o que é amar porque o animal já nasce sabendo a grande lição universal. Bicho não é brinquedo, não é bibelô, não é lixo para ser descartado. Lembre-se: você não gostaria de ser colocado fora pela sua família! Nunca abandone! Não compre animais, pois você está incentivando o comércio e a geração de filhotes, pois nem todos terão uma chance de encontrar um bom lar. Opte em adotar sempre. Mas adote com responsabilidade, pois aquele animal será o seu melhor amigo. Denuncie o abandono!
        
       

    




segunda-feira, 10 de novembro de 2014



PROJETO DE FORMAÇÃO COM OS PROFESSORES
CONVITE:


"Os direitos dos animais na educação: despertando percepções e sensibilidades"



Arte: Dana Ellyn

Swami Fonseca¹; Marta Felhberg²

¹ Bióloga e Professora ( Prefeitura Municipal de  Rio Grande/RS )
² Médica Veterinária e Professora Msc. ( Faculdade de Veterinária – UFPEL )

Grupo de Estudos sobre Saúde e Bem Estar Animal - UFPEL

Informações: bioufpel@gmail.com  53- 91 07 10 82

PALESTRA:

DATA: 12 de novembro
HORÁRIO: 18:30
LOCAL: ESCOLA VIVA ( Av. Portugal nº 38 )

sábado, 4 de outubro de 2014




Da alma, a anima dos animais para os humanos

Por Swami Fonseca

Posso ter apenas duas patas.
Posso ter também quatro patas.
Posso saber voar.
Posso explorar a lâmina das águas.
Não falo a tua língua, mas posso planar nas nuvens.
Falo o dialeto natural.
Alma que anima todos os corpos vivos.
Alma que dá vida a Gaia.
Alma, a anima, que também é humano.
Humanos que também são animas.
Grande Mãe Terra!
Zelai e guardai toda vida!
Somos todos vida.
Não mortifiqueis os animais.
Santificais os animais.
Pois a anima treme nos matadouros.
Eles silenciam a resignação dos animais.
Oh ignorância humana! Como és funesta!
Tornais cinza o brilho da vida.
Aprende a ver a luz no olhar dos animais.
Aprende a sentir que és também Gaia.


A Voz das Avós - No Fluir das Águas. The Voice of the Grandmothers - In ...

sexta-feira, 1 de agosto de 2014


Proteção Animal: dos fofismos aos radicalismos



Imagem: Dana Ellyn

por Swami Fonseca

Bióloga, professora e acadêmica de Medicina Veterinária

             “Prefiro bicho do que gente”. Essa é uma expressão da vala comum quando se perde a fé no ser humano e perigosa quando dita pelos adeptos/simpatizantes da proteção animal que por vezes assume a identidade de uma seita. Por que não existe “proteção animal” sem gente. Se quisermos uma humanidade melhor, não podemos deixar de incluir o grande sujeito de transformação que é o ser humano. Ele pode viver sob o mesmo teto, passar por você todos os dias na rua ou sentar ao seu lado numa sala de espera. Obviamente existem pessoas más e boas, mas quando se é bom ou mau se é com todo mundo. Mas o ideal é ser bom com todos na tentativa contundente de eliminar o germe especista ( especismo: significa fazer uso de outras espécies consideradas inferiores em proveito da sua considerada superior ). Porque na escola desde bem pequenos obedecendo a um processo de formatação cultural, nos é ensinado que todas as espécies devem estar subordinadas a nossa. Nessa lógica doentia é semeado que todos os seres pertencem ao nosso domínio, por isso acredita-se que comer e vestir animais é algo trivial. Eis que finalmente é celebrado o litígio entre o humano e o animal e fertilizada a crise da nossa civilização do consumo contra a natureza.
      Mas nesse enredo cruel vem à tona o famigerado “fofismo”, expressão a qual uso ao exagero de afeto por alguns animais, principalmente cães e gatos, aqueles criados bem pertinho de nós.  E por que faço essa provocação?  Justamente porque outros animais são deixados de lado, como os ditos de produção: o porco, a cabra, o carneiro etc. Animais que seguem a sina do esquecimento e a sua importância se resumem ao prato como alimento. Para estes não cabe um olhar, um carinho ou piedade porque seu destino é o abate. Justamente porque também em nossa sociedade os animais são escolhidos para serem nossa companhia, nosso alimento ou diversão. Para aqueles animais a “proteção animal de cão e gato” não quer assumir a sua proteção. Pois como ficaria o churrasco de final de semana, o bife de todos os dias, a pizza de bolonhesa e também as compras de revistas cujos cosméticos são testados em animais. Bem como os xampus e cremes de beleza de marcas famosas que também são testados nas cobaias esquecidas e silenciosas. Aos que se dizem protetores que me perdoem! Mas proteção animal vai muito além de hábitos que se quer são questionados no nosso cotidiano. Pode ser questão de radicalismo, mas quem assume e veste a camiseta pelos animais também vai ter que mudar e se comprometer com as mudanças em curso. Amar uns e consumir outros animais não é digno de quem se diz protetor dos animais. Por isso devemos avançar nesse debate que é ético, político e educador para radicalizar e revolucionar a proteção dos animais, não somente a eles, mas ao planeta que está entrando em colapso com tanto desmatamento e poluições pelo modo de produzir, consumir e viver  loucamente. Radicalize seu viver pela vida no planeta.