terça-feira, 19 de julho de 2016
sábado, 16 de julho de 2016
SUGESTÃO DE PÁGINA SOCIAL
A página do
jornalista e radialista Edson Costa no Facebook tem apresentado temas recorrentes,
com estilo diferenciado de abordagem. A forma direta e ética dos assuntos ganha
repercussão imediata. O claro entendimento e exposição, mesmo sobre os temas
mais áridos, podem ser apreciados. Basca acessar...
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
O amor da criação que
habita em todas as vidas
Jesus tão conhecido e ao mesmo tempo
tão misterioso. Quem foi esse humano muito mais que humano? Ele é consagrado
desde Mestre a Príncipe e seus ensinamentos podem ir muito além do que está na
Bíblia, escrita por muitos homens de várias gerações posteriores. Signo de toda
bondade e compaixão universal será que realmente no Natal apregoamos o “não
matarás”. É no silêncio do prato bonito,
da bela ceia e para muitos, a fartura e até a sua forma requintada da
ostentação alimentar que está a grande incógnita. São leitões, perus e toda
diversidade dos seres ditos de alimentação e domesticados que são mortos aos
milhões neste período de festas. A sociedade estigmatiza e segrega sob olhar da
utilidade os seres dos quais reservamos para a companhia ( cão e gato, por
exemplo ) e outros a sentença do abate sem sua permissão. Sim, isso é algo extremamente pragmático. Ora
tudo que é vivo, assim o quer permanecer. Nós também queremos viver, afinal todos
somos sujeitos de uma existência.
Existe um abismo entre quem foi aquele
produto e quem é depois de um rótulo com marca e preço. Depois do código de
barras parece que ficou mais fácil dissimular a vida, afinal de contas, se até
as pessoas em regimes escravagistas possuem valor pela sua utilidade. Então o
que deixar para a vaquinha feliz dos comerciais bobos e que idiotizam cada vez
mais os consumidores. Parece que há uma
cortina invisível que impede que as pessoas façam as conexões mentais e de
emocionais entre o consumo e o real significado da data natalina. O
mandamento “não matarás” é o mais taxativo, “não matar”, traduz não tirar a
vida. Será que ainda é preciso qualificar essa vida? Se vivêssemos radicalmente
esse mandamento não seria derrubada nem sequer uma árvore, não seria poluído
nenhum rio, não seria lançado aos oceanos nenhum esgoto e por ai vai ... de tão
ampla a acepção do “não matarás”. Por tanto esse é um ensinamento altamente
revolucionário e talvez Jesus já soubesse do nível de desconexão com a natureza
ou Deus a que chegaríamos hoje.
Façamos um Natal consciente com o coração,
não apenas consumo, ostentação da mesa mais rica na disputa de selfies cheios
de caras e bocas. Será que só isso se resume a data? Vamos optar pela compaixão
por todos os seres, somente assim podemos escrever uma nova história para o
nosso planeta. Buscando civilizar o mais profundo humano em nós cintilando mais
amor a todas as formas de vida. Tenho certeza que esse será o maior presente a
Jesus. Feliz Natal a tod@s!
domingo, 15 de novembro de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
domingo, 7 de junho de 2015
sexta-feira, 5 de junho de 2015
A disciplina do amor
Por Lygia Fagundes
Telles
Foi na França, durante a Segunda
Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia
esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da
tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria
acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já
conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele
correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para
logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu
dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra,
o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir
diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé,
atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim
que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até
chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio
preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no
pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo,
distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso
assumido, todos os dias.
Todos os dias, com o passar dos anos (a
memór ia dos homens!) as p essoas foram se esquecendo do jovem soldado que não
voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros
familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era
jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas
estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele
lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
domingo, 7 de dezembro de 2014
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
O TEU ABANDONO DE HOJE É O
TEU AMANHÃ: aos abandonadores de todo tipo
Por Swami Fonseca
Hoje se joga fora tudo: de bichos a
pessoas! Vivemos no “Império do Descarte” onde é perdida a noção de que coisas
são coisas para serem usadas e que vidas ( pessoas e animais ) são vidas para
serem respeitadas e não podem serem consideradas coisas para serem descartadas.
Decadente gênero humano que está criando uma civilização tecnocrata e que está
perdendo o senso da ternura e da compaixão. O “ser” deu lugar ao “ter” e para
tanto não se vive, apenas se existe em caixinhas de horários, de conveniências,
do senso comum, tudo muito superficial para evitar reflexões que conduzirão a
sair da vala comum. Por isso; tudo que fugir desse rito deve ser eliminado para
não dar trabalho e aí começa a lista da descartabilidade que vai desde recém
nascidos humanos até cães abandonados. Todas essas vítimas são perfeitas porque
são silenciosas na sua fragilidade. O abandonador é um covarde que fugiu a sua
responsabilidade, que falhou como ser humano, falhou na afetividade. Num mundo
de idas e vindas ele encontrará a resposta ao seu ato cruel em algum lugar a
seu tempo.
Nesta época de final de ano começa a
triste sina dos abandonos. Cães e gatos são largados, jogados fora como se
fossem lixos. Pararam se servir como bibelôs porque deixaram de ser bonitinhos,
pois ficaram velhos e por isso o seu “tutor” lhes deu a sentença do abandono.
Ou mesmo ficaram doentes com necessidade de atendimento especial e ninguém da
família quer dispor de tempo para a sua dedicação. Ou mudança de residência que não terá lugar
para o animal. Ou animais que deram uma voltinha e foram acidentados e o dono
não quer cuidar. Enfim o abandono sempre trás uma desculpa infame para um fim
trágico. Eis a grande traição humana, que faz com que o animal acredite que é
membro da família para qualquer pretexto o abandonar.
Medo, pânico, solidão são apenas alguns
dos sentimentos que o animal vivencia, depois a fome, a sede, a doença e por aí
vai toda a desgraça que a rua tem para lhe oferecer, incluindo atropelamentos e
maus tratos. E enquanto essa via sacra para o animal apenas começa o
abandonador mente para si mesmo - numa
verdadeira imbecialidade – que o animal ficará bem como num passe de mágicas.
Afinal de contas o abandonador deve acreditar em contos de fadas e acha que a
rua tem o “gênio da comida e água” para o animal. Essa mentira para si mesmo
traz profundas conseqüências para o animal que passa a ser estigmatizado como
ser “da rua”, mas que na verdade ele teve uma casa e foi abandonado friamente
por seu responsável.
Na rua, na estrada, no canalete, na
praia o abandono é o mesmo. É condenar um animal inocente a uma sentença de um
crime que ele não cometeu. Talvez o azar em ter ido para pessoas irresponsáveis
que não aprenderam o que é amar porque o animal já nasce sabendo a grande lição
universal. Bicho não é brinquedo, não é bibelô, não é lixo para ser descartado.
Lembre-se: você não gostaria de ser colocado fora pela sua família! Nunca
abandone! Não compre animais, pois você está incentivando o comércio e a
geração de filhotes, pois nem todos terão uma chance de encontrar um bom lar.
Opte em adotar sempre. Mas adote com responsabilidade, pois aquele animal será
o seu melhor amigo. Denuncie o abandono!
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
PROJETO DE FORMAÇÃO COM OS
PROFESSORES
CONVITE:
"Os
direitos dos animais na educação: despertando percepções e sensibilidades"
Arte: Dana Ellyn
Swami Fonseca¹; Marta Felhberg²
¹ Bióloga e Professora ( Prefeitura Municipal de Rio Grande/RS )
² Médica Veterinária e Professora Msc. ( Faculdade
de Veterinária – UFPEL )
Grupo de Estudos sobre Saúde e Bem Estar Animal -
UFPEL
Informações:
bioufpel@gmail.com 53- 91 07 10 82
PALESTRA:
DATA: 12 de novembro
HORÁRIO: 18:30
LOCAL: ESCOLA VIVA (
Av. Portugal nº 38 )
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
domingo, 5 de outubro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
Da alma, a anima dos animais
para os humanos
Por Swami Fonseca
Posso ter apenas duas patas.
Posso ter também quatro
patas.
Posso saber voar.
Posso explorar a lâmina das
águas.
Não falo a tua língua, mas
posso planar nas nuvens.
Falo o dialeto natural.
Alma que anima todos os
corpos vivos.
Alma que dá vida a Gaia.
Alma, a anima, que também é
humano.
Humanos que também são
animas.
Grande Mãe Terra!
Zelai e guardai toda vida!
Somos todos vida.
Não mortifiqueis os animais.
Santificais os animais.
Pois a anima treme nos
matadouros.
Eles silenciam a resignação
dos animais.
Oh ignorância humana! Como
és funesta!
Tornais cinza o brilho da
vida.
Aprende a ver a luz no olhar
dos animais.
Aprende a sentir que és
também Gaia.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Proteção
Animal: dos fofismos aos radicalismos
Imagem: Dana Ellyn
por Swami
Fonseca
Bióloga,
professora e acadêmica de Medicina Veterinária
“Prefiro bicho do que gente”. Essa
é uma expressão da vala comum quando se perde a fé no ser humano e perigosa
quando dita pelos adeptos/simpatizantes da proteção animal que por vezes assume
a identidade de uma seita. Por que não existe “proteção animal” sem gente. Se
quisermos uma humanidade melhor, não podemos deixar de incluir o grande sujeito
de transformação que é o ser humano. Ele pode viver sob o mesmo teto, passar
por você todos os dias na rua ou sentar ao seu lado numa sala de espera.
Obviamente existem pessoas más e boas, mas quando se é bom ou mau se é com todo
mundo. Mas o ideal é ser bom com todos na tentativa contundente de eliminar o
germe especista ( especismo: significa fazer uso de outras espécies consideradas
inferiores em proveito da sua considerada superior ). Porque na escola desde
bem pequenos obedecendo a um processo de formatação cultural, nos é ensinado
que todas as espécies devem estar subordinadas a nossa. Nessa lógica doentia é
semeado que todos os seres pertencem ao nosso domínio, por isso acredita-se que
comer e vestir animais é algo trivial. Eis que finalmente é celebrado o litígio
entre o humano e o animal e fertilizada a crise da nossa civilização do consumo
contra a natureza.
Mas nesse enredo cruel vem à tona o
famigerado “fofismo”, expressão a qual uso ao exagero de afeto por alguns
animais, principalmente cães e gatos, aqueles criados bem pertinho de nós. E por que faço essa provocação? Justamente porque outros animais são deixados
de lado, como os ditos de produção: o porco, a cabra, o carneiro etc. Animais
que seguem a sina do esquecimento e a sua importância se resumem ao prato como
alimento. Para estes não cabe um olhar, um carinho ou piedade porque seu
destino é o abate. Justamente porque também em nossa sociedade os animais são
escolhidos para serem nossa companhia, nosso alimento ou diversão. Para aqueles
animais a “proteção animal de cão e gato” não quer assumir a sua proteção. Pois
como ficaria o churrasco de final de semana, o bife de todos os dias, a pizza
de bolonhesa e também as compras de revistas cujos cosméticos são testados em
animais. Bem como os xampus e cremes de beleza de marcas famosas que também são
testados nas cobaias esquecidas e silenciosas. Aos que se dizem protetores que
me perdoem! Mas proteção animal vai muito além de hábitos que se quer são questionados
no nosso cotidiano. Pode ser questão de radicalismo, mas quem assume e veste a
camiseta pelos animais também vai ter que mudar e se comprometer com as
mudanças em curso. Amar uns e consumir outros animais não é digno de quem se
diz protetor dos animais. Por isso devemos avançar nesse debate que é ético,
político e educador para radicalizar e revolucionar a proteção dos animais, não
somente a eles, mas ao planeta que está entrando em colapso com tanto
desmatamento e poluições pelo modo de produzir, consumir e viver loucamente. Radicalize seu viver pela vida no
planeta.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
sábado, 14 de junho de 2014
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